Os familiares realizam na manhã deste domingo, às 10 h, mais uma missa em memória do vereador Hélio Costa que foi morto em um crime motivado por política, há 17 anos, no município de Água Branca.

O ato religioso vai acontecer na igreja centenária de Nossa Senhora da Conceição onde devem comparecer vários políticos correligionários e amigos que apoiavam as lutas de Hélio. A esposa, Tânia Costa, desabafa e diz que a missas realizadas durante estes 17 anos têm sido também uma maneira de pedir justiça pela morte de seu marido.

O assassinato

Hélio Costa foi assassinado com vários tiros na noite do dia 7 de abril de 1995 em uma emboscada, num trecho da AL-145, em Água Branca. Os acusados foram identificados como Zé de Anchieta e Zezinho Chapeuzão.

Zé de Anchieta é cunhado de Zezinho Chapeuzão e teria vindo de Juazeiro/BA somente para executar o vereador. Os assassinos foram presos e confessaram o crime que segundo eles tinha sido encomendado por políticos do município.

Na noite da emboscada, eles teriam aproveitado que Hélio Costa estava em um bar no povoado Maria Bonde e tinham pedido uma carona para ele que não negou pelo fato do Zezinho ser uma pessoa conhecida que morava na cidade.

Em um trecho da rodovia, a poucos metros do povoado de onde tinha saído, Zé de Anchieta teria pedido para parar o veículo, pois precisava urinar. Quando Hélio parou, Anchieta teria efetuado alguns disparos enquanto Zezinho descia do automóvel para deflagrar outros tiros que o certificaria da morte. Ambos teriam foragido do município no mesmo dia do crime que chocou todo o Estado de Alagoas na época.

Os presos conseguiram escapar de uma penitenciária em Maceió onde cumpriam suas penas e desde então estão desaparecidos. Um vereador que já morreu e na época do crime era candidato a prefeito do município foi citado pelos autores do assassinato como um dos mandantes do crime.

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