O candidato a prefeito de Mata Grande pela coligação “Amor e Respeito por Mata Grande”, Fernando José de Araújo Lou, o Fernando Lou (PRP), procurou a delegacia regional de Delmiro Gouveia para denunciar que está sendo perseguido por vários veículos estranhos durante suas movimentações políticas no município.
O candidato falou no distrito policial que as perseguições são constantes e que se sente ameaçado com a situação. Lou não sabe quem esteja por trás disso, mas acredita que sejam pessoas ligadas ao grupo político de seu adversário na disputa pela prefeitura.
Fernando Lou citou um caso que o deixou ainda mais assustado. Aconteceu na noite do último sábado (29/9), por volta das 21 h, quando ele e alguns companheiros de campanha estavam visitando seus eleitores no povoado Santa Cruz do Deserto. Conforme o candidato a prefeito, chegaram ao local policiais militares e alguns homens que estavam em um Fiat Uno de placas KJN-4938. O referido veículo chegou acompanhado da viatura policial, mas foram os ocupantes dele que desceram e abordaram Fernando e seus amigos, cujos foram revistados por um homem com uma arma em punho que se dizia policial.
Sem saber o que estava acontecendo naquele momento, Lou descobriu que estava sendo acusado de compra de voto e que a presença dos militares seria por terem recebido uma denúncia referente ao suposto ocorrido. O ex-prefeito ficou intrigado pelo fato dos PMs não terem sacado suas armas e de também não tê-los revistado, como fez o suposto policial que ali estava à paisana.
Indignado com a situação de constrangimento, ainda mais pelo fato de nada ter sido encontrado que pudesse incriminar ele e sua comitiva, Fernando pediu que a polícia revistasse também os ocupantes do Fiat Uno que tinha chegado junto com eles. Os policiais acataram o pedido e analisaram o carro, porém nada foi encontrado. No entanto, ao abordar um dos homens que estava no automóvel, identificado como Iomar Brandão Barbosa Filho, os PMs encontraram em sua cintura um revólver calibre 38 sem munições e deram-lhe voz de prisão por porte de legal de arma de fogo.
Mesmo com a prisão de um dos ocupantes do Uno que o seguia, Fernando não entendeu o motivo do homem que se dizia policial não ter apresentando sua identificação como funcionário de segurança pública. “Ele tinha que ter se identificado, já que foi ele que nos abordou e até fez as revistas. Os militares deveriam ter solicitado o referido registro de polícia” Disse.
Na delegacia, Iomar Brandão Filho confirmou para a polícia que a arma era sua e que há 15 dias tinha comprado de um homem desconhecido, na feira livre de Mata Grande. O jovem pagou fiança e foi liberado. A polícia agora tenta identificar o homem que estava armado e se dizia policial.









