Um ex-vereador e cabo eleitoral do atual prefeito de Olivença, Jorginaldo Vieira de Meneses, José Severino Sobrinho – vulgo Neném Duda – é acusado de receber de presente em troca do ‘prestígio eleitoral’ uma Escola de Ensino Fundamental nomeada Professora Auta Bulhões de Oliveira.
Situada no sitio Cajá, zona rural do município de Olivença, a escola foi construída em 1995, com verbas federais, e, agora, em pleno ano eleitoral, se transformou em uma residência com quatro quedas de águas, como mostram as imagens obtidas pelo CadaMinuto.
De acordo com as denúncias recebidas pelo Portal, toda estrutura da antiga escola serviu de base para a construção da casa residencial que, em fase de acabamento. Ao invés de estar sendo destinada para a formação de estudantes, o beneficiado com a reforma é, supostamente, o filho do cabo eleitoral, que irá fincar residência no imóvel.
Por conta da situação, o PPS – por meio de José Soares, que foi derrotado nas urnas na disputa pela prefeitura do município – ajuizou uma ação de investigação eleitoral de abuso do poder político, econômico e promoção pessoal na 19ª zona eleitoral contra a Coligação “Olivença em boas mãos”, que teve como candidato eleito o atual prefeito.
“Varias outras irregularidades também estão sendo investigadas como motos circulando a serviço do prefeito no dia do pleito. Até as três ambulâncias do município se argüiram suspeitas no movimento da compra de voto, já que as denúncias apontam que servia para transportar dinheiro para zona rural do município”, afirmou José Soares.
Resposta da prefeitura
De acordo com o procurador do município, João Luis Fornazari, a denúncia é falaciosa e não tem fundamentos já que o prédio não pertence à prefeitura de Olivença. Ele confirmou que a casa foi construída, na década de 90, no terreno de José Severino, e que sediou a escola municipal.
“Ainda na gestão de Mailson Bulhões o prédio foi desativado e a escola transferida de sede. Tudo aconteceu antes da atual gestão. Este local estava se transformando em ponto de comercialização de drogas. Esse terreno numa foi da prefeitura e não nenhum documento que comprove isso”, finalizou Fornazari.









