“Matamos um leão por dia”. Essa foi a frase utilizada por Lindomar Lima Silva, diretor-administrativo da Unidade Mista Doutor Djalma Gonçalves dos Anjos, ao se referir à dura realidade enfrentada não somente por aquela instituição hospitalar, como também pela situação em que atravessa a Saúde no município de Pão de Açúcar.
O Hospital, que um dia já foi considerado referência no Sertão alagoano, hoje enfrenta dificuldades para continuar funcionando. Os motivos vão desde o pouco recurso financeiro até a carência de estrutura humana e física suficiente para atender a demanda da região.
A Unidade Mista Doutor Djalma Gonçalves dos Anjos funciona no centro da cidade de Pão de Açúcar, às margens do Rio São Francisco. A grandiosidade da estrutura física da Unidade Mista é de fazer inveja a qualquer Hospital Geral de Urgência e Emergência. Na unidade hospitalar são 52 leitos, divididos em áreas de pediatria, urgência e emergência. Mensalmente são realizados uma média de 4 mil atendimentos, sendo aproximadamente 170 internações, 65 cirurgias eletivas e 30 partos mensais.
De acordo com informações colhidas junto aos funcionários, parte das dificuldades enfrentadas pelo hospital é atribuída ao pouco investimento no setor de atenção básica. Em Pão de Açúcar, o Programa de Saúde da Família (PSF) possui 7 equipes e uma cobertura de apenas 30% do município, particularidade que segue numa linha inversa à boa parte dos municípios alagoanos, que já ultrapassaram os 50% de cobertura.
Em outras palavras, muitos problemas de saúde que poderiam ser avaliados e resolvidos através da atenção básica, terminam recaindo sobre a Unidade Mista. “Mesmo com poucos recursos, vamos fazendo a nossa parte para que esse hospital continue funcionando de forma digna e oferecendo atendimento de qualidade para a população”, frisou o diretor.
Com laboratório próprios, a Unidade Mista realiza, mensalmente, cerca de 500 exames de raio x, 300 ultrassons, 200 eletrocardiogramas, além de outros exames de menor complexidade como hemograma, totalizando uma média de 3.700 a 4 mil exames/mês. Ao todo são 160 funcionários, entre médicos e pessoal da área administrativa.
Os recursos para a manutenção da unidade vêm da Prefeitura, Governo do Estado e de programas como Promater, Provida e dos recursos destinados para as Autorizações de Internação Hospitalar (AIH’s).














