As Escolas Públicas  Estaduais em São José da Tapera, enceraram as suas atividades escolares nesta última quinta-feira, 21,  ao concluir o ano letivo de 2012. Os alunos e professores da rede estadual de ensino médio e fundamental, entram em férias depois de cumprir os 200 dias de trabalho efetivo escolar.

De acordo com a diretora da Escola Estadual Lucilo José Ribeiro, Edna Soares, uma reforma do citado colégio que durou mais de três meses para a restauração de estruturas físicas como: pintura, reparos de janelas, azulejos, forros e telhados contribui em partes para que nesse tempo de paralização gerasse um atraso no calendário escolar dos alunos da rede estadual. " O atraso no calendário do colégio Lucilo José Ribeiro, se deve as greves e paralizações que são consideradas acumulativas ao longo dos anos em toda esfera da rede pública do Estado de Alagoas", disse o secretario de administração Daniel Melo.

Para tentar recuperar os dias de atraso, segundo ainda o secretário, as férias eram colocadas nos períodos de festa da cidade numa tentativa dos alunos não perderem mais nenhum dia de aula. “Esse problema em torno do Lucilo nós já tivemos quase uma solução. Nós começamos o ano letivo reduzido quando iniciamos  as aulas em julho. Mas, se houver greves ou paralisações, os calendários vão sendo empurrados para dar conta do que a lei determina que são os 200 dias letivos mínimos definidos na lei” afirma Daniel em sua mesa, fazendo as matrículas dos alunos de forma manual.

Em 2014, existe uma pretenção de que todas as matrículas do Colégio Lucilo José Ribeiro sejam  feitas online, como na capital, Maceió.  “Mesmo com os limites que a escola publica ainda apresenta, mais de 600 universitários de São José da Tapera, uma porcentagem muito significativa, foi aprovada nos vestibulares,” relembra o secretário administrativo, Daniel, comparando a evolução da educação no município.

Ausência de Professores em sala de aula.

Nos ficamos sem professores de matemática e filosofia e só agora, há dois meses, quando o ano letivo está terminando, que entrou novos professores. Eles só estão passando trabalhos pra fazermos em casa. Já não aguentamos mais,” desabafa um grupo de alunos no portão da escola cobrando a ausência de professores durante todo o período letivo mesmo se sentindo coagidas inclusive em questionar sobre o assunto na sala de aula.

De acordo com a direção do Lucilo, esses novos monitores que entraram há cerca de uma semana antes de terminar o ano letivo  estavam em fase de adaptação e vendo quais assuntos foram ministrados anteriormente pelos outros monitores para ficarem a par de tudo que foi passado em sala de aula. “São questões de pedagogia que a coordenação acompanha nesse tramite interno e ver as pendências que os alunos têm. Os professores tem que ter a sensibilidade para suprir essas carências. Ele tem que avaliar onde o antigo professor parou para tomar o pé da situação, até porque o professor não tem interesse de reprovar aluno. Não pode ter uma intencionalidade. Ele tem que ser paulatino,” afirma Daniel.