Após várias críticas que o apontam como um chefe do Executivo moroso em relação às ações de combate à Seca em Alagoas, (as mais duras do senador Fernando Collor de Mello (PTB) e do deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT)), o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), anunciou investimentos que somam R$ 400 milhões na região sertaneja.
De acordo com o tucano, todos com o objetivo de levar água à região sofrida. Vilela diz que é “um investimento em água jamais visto em Alagoas”. Porém, antes da comemoração, é preciso observar o andar da carruagem dos anúncios feitos com toda pompa e circunstância. Várias promessas do governo do Estado - desde 2007 - esbarram na morosidade burocrática e em outras “forças ocultas” nunca tão bem explicadas.
Que o diga o estaleiro e a velocidade das obras da reconstrução após as enchentes ocorridas ainda no primeiro mandato de Vilela. Mas, em todo caso, se aplicados os recursos anunciados e se as obras andarem em um rimo acelerado é de se reconhecer que as ações trarão resultados importantes para a população do Sertão.
Teotonio Vilela Filho diz que a meta é o ano de 2014. O governador acredita que ao final de seu mandato - portanto - “todos os sertanejos tenham água potável nas torneiras”. Já era para se ter isto em pleno século XXI e a culpa é de todos os governos que passaram e não conseguiram dar resposta à altura para o problema. Porém, é triste constatar que - em 2013 - esta ainda é uma meta ousada. Esperamos - pelo bem de Alagoas - que o Executivo estadual consiga cumprir.
Ao falar dos investimentos, Vilela ressaltou a construção da primeira adutora do Alto Sertão, que será abastecida com água do Canal do Sertão por gravidade. Obra orçada em R$ 115 milhões. Além disso, destacou o investimento de R$ 22 milhões na adutora de Cacimbinhas, que atenderá também a região de Batalha. “É um trabalho conjunto com os bancos, Governo Federal, Sebrae, cooperativas e APLs. Temos que agradecer muito esses parceiros e a confiança nos nossos projetos. Afinal, ninguém faz nada sozinho”.









