Em entrevista exclusiva, Léo Santana demonstrou toda sua simpatia e falou abertamente sobre sua carreia, sucesso, racismo e sobre o convite do jogador Cleiton Xavier para participar da 5º edição do Natal Solidário em São José da Tapera. Léo falou ainda sobre a sua saída da banda Parangolé. Por força de contrato, ele permanecerá cumprindo a agenda da banda até o carnaval de 2014. Oficialmente, só sairá, depois de cinco anos liderando o grupo para seguir carreira solo, no dia 6 de março.

Gracinha de Souza: Como surgiu o convite para participar do natal solidário do jogador Cleiton Xavier? 

Léo Santana: Quando eu fiquei sabendo fiquei mais surpreso ainda, não só pelo convite, mas em poder voltar à Alagoas que é um estado que me recebe muito bem, e pela primeira vez em São José da Tapera. E estou muito feliz. Primeiramente, passou pela minha produtora o convite e quando a produção me passou eu fiquei feliz da vida. E hoje eu também terei a honra de conhecer o jogador Cleiton Xavier.

Você doou parte do seu cachê ou foi um acordo entre sua produtora?

 Sim, foi um acordo com minha produtora diretamente com o próprio organizador do evento. Eu só fiquei sabendo do convite. Não sei de mais detalhes a fundo. Mas, estou feliz em estar aqui participando desse evento para levar muita alegria para a galera, pois já participo de vários eventos como este e estou muito grato em poder ajudar ao próximo.

 O que esperar do show de Leo Santana?

Muita música da Bahia para agitar a galera, energia positiva... É uma satisfação muito grande em estar mais uma vez em Alagoas, um público que me recebe de braços abertos e tenho certeza que a galera vai agitar comigo.

 Em suas músicas você fala muito sobre a valorização do negro. Esse é uma forma de igualar as raças?  

Sim! No mundo inteiro ainda tem gente sem amor, sem respeito a nós negros, então sempre vou fazer músicas desse tipo. Mas, não no intuito de ser protesto, e sim, para dizer que nós negros somos iguais a todos. Somos guerreiros, batalhadores, e não nos rotular dizendo que somos isso ou aquilo. E sim falando da alegria e cultura do povo negro, da música e nossa dança que retratam muito bem isso.

 Você já sofreu racismo?

Eu nunca sofri nenhum tipo de preconceito pela minha cor. Mas, as minhas músicas não deixam de ser um alerta para que nos respeitem.

A sua música rebolation ficou como referência do carnaval de 2009. Ela foi responsável pelo sucesso estrondoso da banda?

 Sim não deixa de ser, a musica reboletion expandiu a banda, fez o Léo Santana ser reconhecido no Brasil inteiro. Temos uma agenda maravilhosa desde o seu lançamento.

Quais as músicas que não podem faltar em seu repertório?

São varias. Me domina, Leite condensado, Negro Lindo, e o carro chefe que é o reboletion, Thubirabiron, Favela, entre várias outras.

 No auge do sucesso, em entrevista, você falou que seria o mais novo Michael Jackson da musica Brasileira. Por quê? Foi diante do fenômeno que você se tornou em todo o Brasil?  

(risos). Fizemos três turnês e ficamos muito felizes com tudo que aconteceu após o lançamento. Rebolation foi uma música que projetou a banda, que fez o Léo Santana ser reconhecido no Brasil inteiro. A composição foi do Nenel e minha. Fiquei muito feliz quando ela foi escolhida a Melhor Música do Carnaval 2010, na 19ª edição do Troféu Dodô & Osmar, coroando o Parangolé como os grandes vencedores da noite, pois eu também ganhei o prêmio de Melhor Cantor.

Como foi a sua passagem por Boston, no Brazilian day?

Foi maravilhoso. Estávamos na maior correria porque tínhamos que conciliar a nossa agenda com os compromissos aqui no Brasil. Mas foi uma experiência única.

Depois da música rebolation, qual música você denomina de peso em sua carreira?

Temos várias; Negro Lindo, Favela e tchubirabiron.

 Na maioria das vezes os vocalistas se destacam e seguem carreira solo. Como será a sua saída da banda?

Vou seguir carreira solo sim, mas não totalmente, vamos mudar apenas o nome. Permaneceremos com a mesma empresa, mesma equipe, mesma produção, os mesmos empresários, enfim o mesmo tudo! (risos).