O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Delmiro Gouveia, Valdo Sandes (PMN), respondeu às declarações do prefeito Luiz Carlos Costa, o Lula Cabeleira (PMDB), que em entrevista a um blog local alegou que antes de ter sido afastado do cargo pela Justiça Eleitoral tinha feito uma reserva financeira para fazer reforma de praças na cidade e em povoados, mas quando reassumiu a prefeitura, o dinheiro havia sumido.

O fato é que de acordo com a afirmação do gestor, Valdo Sandes seria o responsável pelo desaparecimento do dinheiro, quando esteve no comando do executivo municipal, de 11 de abril a 11 de setembro de 2013, período em que Cabeleira esteve afastado.

O vereador respondeu à acusação explicando que no momento em que assumiu a prefeitura, no dia 16 de abril de 2013, recebeu um relatório financeiro, com todos os saldos das contas a pagar. Sandes diz que no mesmo dia da posse se reuniu com Lula Cabeleira para tratar dessas despesas que estavam programadas para pagamento, dívidas que tinham sido contraídas pelo então prefeito afastado, antes de seu afastamento.

Conforme Valdo, em uma das contas da prefeitura existia o saldo de R$ 2.843.934,57, valor destinado especificamente para investimento em obras estruturantes da municipalidade. Parte desse dinheiro foi utilizado para pagar à Empresa GL empreendimentos LTDA que havia realizado serviços de implantação e pavimentação no munícipio.

Conforme o edil, a dívida era de R$ 1.552.028,14 e foi paga em duas parcelas, sendo a primeira no valor de R$ 770.376.72 e a outra de R$ 781.651,42. Dessa maneira, se calculado o novo saldo da conta bancária, restaram R$ 1.291.907,03, montante que ficou no referido caixa feito por Lula.

Sendo assim, Valdo Sandes explica que o dinheiro não sumiu. O mesmo foi utilizado para honrar compromissos assumidos na gestão do próprio Lula Cabeleira.

Sandes e Cabeleira são aliados políticos há muitos anos, mas depois do afastamento e a posse do vereador como prefeito interino, a relação de amizade dos dois ficou desgastada, principalmente pelo fato de Valdo ter assumido uma postura que não condizia com a que a Lula queria que seria a de dar prosseguimento à administração, seguindo suas orientações.