O deputado estadual João Beltrão (PRTB) falou durante entrevista a uma rádio de Delmiro Gouveia que se o desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas cometesse suicídio, talvez fizesse o bem para a população de Piranhas. Beltrão se referiu à informação de que o desembargador pretendia tirar a própria vida, caso a filha, ex-prefeita Mellina Freitas, fosse presa na época em que foi acusada do desvio de quase R$ 16 milhões dos cofres públicos.
A afirmação do deputado prtebista foi proferida no momento em que comentava o afastamento do prefeito piranhense, Dante Alighieri Salatiel de Alencar Bezerra de Menezes, mais conhecido como Doutor Dante (PDT), que foi tirado do cargo por determinação do juiz Giovanni Alfredo de Oliveira Jatubá, responsável pela comarca local, que tomou a decisão baseado em denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL), através da Promotoria de Justiça do município, que apontou irregularidades em contratações de veículos, shows e construtoras.
É possível ouvir a declaração polêmica do deputado, através de um trecho de áudio, divulgado no dia 30 de dezembro de 2014, no site de notícias da referida emissora de rádio. A gravação tem o seguinte conteúdo: “Quando o Ministério Público denunciou a filha dele.... Não sou eu que estou dizendo não, eu ouvi de cinco desembargadores que ele andava chorando dentro do tribunal, dizendo que iria se suicidar, se prendessem a filha dele. E aí, o pessoal deu um salvo conduto e ela anda com um salvo conduto. Se prendessem a filha dele, ele iria se suicidar. Talvez fosse fazer o bem de Piranhas.” Disse João Beltrão.
Ainda na entrevista concedida à rádio que abrange quatro estados, o deputado teria acusado o desembargador de tramar o afastamento de Doutor Dante para beneficiar o grupo político chefiado pela filha e o irmão dele, deputado Inácio Loiola. Beltrão teria dito ainda que a então Secretária de Estado da Cultura só não foi presa, porque o pai influenciou os colegas com chantagem emocional para que eles concedessem o salvo conduto que a livrou da prisão.
A reportagem tentou por várias vezes manter contato com o desembargador Washington Luiz, mas não obteve êxito.









