O vice presidente do sindicato dos trabalhadores rurais e vereador Thiago Santos (PMDB), esteve na rádio Liberdade FM, em São José da Tapera, para falar sobre o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) do município.
Em entrevista ao vivo, o Edil explicou que desde 2011 vem lutando juntamente com a associação comunitária do sitio Capim Grosso e Federação dos Trabalhadores na Agricultura, FETAG/ AL, para levar benfeitorias para São José da Tapera.
Segundo o vereador, junto a Caixa Econômica Federal um financiamento para beneficiar cerca de 500 famílias no programa Minha Casa Minha Vida vem se arrastando desde 2011. E, diante de várias desistências, ausência de documentação de alguns agricultores e burocracia nos perfis dos candidatos ao financiamento exigido, apenas 10% dos selecionados ficaram para a reta final. Ele disse ainda que o financiamento só não foi aprovado por falta apenas de agendamento de datas para marcar a assinatura dos contratos. Além disso, o vereador ressaltou em entrevista, o engajamneto do grupo por estarem com as documentações exigidas protocoladas e atas das reuniões em dia.
“Durante esses cinco anos de luta passamos por muitas aprovações. Só quem esteve conosco sabe o quanto é difícil está nos padrões exigidos pela Caixa Econômica Federal. Para se ter uma noção, muitas famílias não tinham nem uma identidade para a realização do cadastro e por isso o projeto parava para providenciarmos. Por mais humilde que sejam as famílias, tivemos que, mesmo assim, dar prioridades e escolhermos as mais humildes das humildes,” disse ressaltando que a realidade que as famílias vivem em casas de taipas no município são sub-humanas.
Segundo o sindicalista, para participar do programa, os agricultores têm que estar com o nome limpo no SPC/ SERASA, documentos pessoais como identidade, registro dos filhos, CPF e DAP da terra são imprescindíveis. Entretanto, como muitos agricultores não possuíam tais documentações, o próprio vereador os acompanhou ao cartório e arcou com as despesas para poder agilizar o processo. No entanto, todas as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e serem considerada de baixa renda, ou seja, terem uma renda per capita de até 155 reais por pessoa.
“A grande maioria dessas famílias não tinham terras. Tivemos que fazer um processo de conscientização com os outros agricultores incentivando eles a doarem uma tarefa de terra para que os associados pudessem registrar em cartório. Só assim, o processo na realização do financiamento daria continuidade,” afirma Thiago explicando que, se um integrante do grupo não tiver a documentação em dia, atrasaria todos os outros companheiros e que, por isso, na maioria das vezes, existem casos de sindicatos que só colocam no programa Minha Casa Minha Vida apenas aqueles que estão com toda sua documentação em mãos.
O vereador Thiago falou ainda sobre a matéria veiculada no blog : Moradores da zona rural vivem em casa de taipa coberta com lona em São José da Tapera. Ele afirmou que esse tipo de reportagem é uma cobrança a mais para que as autoridades competentes possam acelerar o processo que está em andamento. Sobre os moradores da casa de taipa abordados na reportagem, ele disse ainda que a família citada na matéria não morava no sítio Capim Grosso na época do cadastro e organização do projeto. A família de dona Eliete Maria dos Santos chegou depois, e mesmo assim, ficou sensibilizado com a situação e prestou apoio imediato, tirando fotos de sua casa de taipa coberta de lona e levou para apresentar ao prefeito Jarbas Ricardo e, juntos, tomarem uma decisão emergencial.
“Ao entrar em contato com o prefeito Jarbas, ele se prontificou para ir comigo visitar em loco a família e fomos! Fizemos a visita e ele me autorizou solicitar da família cópias dos documentos pessoais de um dos membros, para que a prefeitura pudesse dar encaminhamento ao processo para construção da casa desta família. O prefeito nos garantiu que esse projeto será feito o mais rápido possível com os recursos próprios porque vemos as condições precárias que vive essa família e não poderíamos deixar de ajudar dentro das condições do município.”
O projeto da Associação Comunitária de Capim Grosso beneficiará ao todo 35 famílias no Programa Nacional de Habitação Rural nas comunidades de Lagoa do Roque, Água Salgada, Capim Grosso, Boa vista, Riacho das Cacimbas, Piedade, Caruata, Furnas, Bananeiras, Medeiros, Pau Ferro e Fazenda Nova.
A reportagem entrou em contato com a Caixa Econômica de Santana do Ipanema e não obteve êxcito para falar sobre o tema abordado.




