Na noite deste sábado (2), a transmissão ao vivo do candidato Marinho via Facebook, em Canindé de São Francisco, teve de ser interrompida. Durante uma reunião em propriedade privada, o promotor da cidade é acionado e adentra a residência, impedindo a continuidade da transmissão. Vale ressaltar que este tipo de reunião e passagem online é permitida por lei, e em consulta ao juiz da comarca, o mesmo permitiu a realização do evento, uma vez que o mesmo não se caracterizava como comício.
A lei permite a participação de filiados e amigos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, televisão e internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos. Segundo o TSE, reuniões privadas podem acontecer em pequenos grupos com permissão de utilização das redes sociais para campanha em todos os dias da eleição, inclusive no sábado e o dia da votação que é no domingo.
Segundo André Feitoza, a atitude do promotor Emerson de Oliveira Andrade feriu o conceito de democracia. Todas as pessoas presentes, sentiram indignação pela forma como aconteceu repressão do ato de comunicação e interação que até então fluía tranquilamente.
O promotor adentrou a casa duas vezes, na segunda apreendeu um computador que foi utilizado, fotografou o local e as pessoas presentes. O mesmo não foi contrariado a nenhum momento, mas recebeu aplausos, não de alegria, mas por revolta dos eleitores do candidato Marinho que mesmo em situação constrangedora, apoiam e acreditam no jovem candidato como a esperança de melhorias no município.
De acordo com a assessoria da campanha da coligação “CANINDÉ, A ESPERANÇA RENASCE”, o promotor agiu de forma despreparada, pois ele adentrou a casa sem ter a certeza do que estava fazendo com sentimento de indignação.
Para o candidato Marinho, que é advogado, isso é uma afronta à democracia.
Os equipamentos apreendidos pertencem a empresa contratada pelo serviço de publicidade e comunicação, Oitcho2, na oportunidade o diretor da empresa, João Edson, declarou, “Irei representar Marinho no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o que aconteceu foi um ato de arrogância e prepotência do promotor, se julgando acima da lei e nossa discussão se dará nos locais adequados. Justo o promotor que deveria ser guardador da lei, age ao arrepio desta, impondo a sua vontade e rasgando ordenamento jurídico. Em pleno século XXI, não podemos nos calar a tamanha barbárie”. Afirmou João Edson.









