A 13ª Feira dos Municípios Alagoanos mostrou, mais uma vez, a força, a diversidade e a riqueza cultural de cada cidade do nosso estado. Um evento grandioso, bem organizado, com investimentos visíveis na estrutura, nos stands, na cenografia e na valorização das identidades locais. Tudo feito com muito bom gosto, cuidado estético e respeito à história de cada município.
Entre tantos espaços bem produzidos, um chamou atenção de forma especial: o stand de Palmeira dos Índios. E chamou atenção não pelo luxo exagerado, mas exatamente pelo contrário. Pela simplicidade criativa, pela inteligência na composição e pela autenticidade da proposta. Sinceramente, nem precisava o nome da cidade na testeira. A decoração já falava por si. Quem passava e batia o olho de longe já sabia: ali era Palmeira dos Índios.
O stand conseguiu traduzir a alma da cidade. Os artesanatos indígenas, as esculturas em madeira, a representação dos quilombolas da Tabacaria, tudo dialogando com a nossa origem, com a nossa identidade e com a nossa história. Um detalhe que emocionou muitos visitantes foi a réplica da cadeira de prefeito do mestre Graciliano Ramos, símbolo não só da política, mas da literatura, da cultura e da inteligência que Palmeira dos Índios oferece ao Brasil.
E não foi só a estética. A equipe que recepcionava o público deu um verdadeiro show de simpatia, acolhimento e orgulho de pertencer. Cada explicação vinha com brilho nos olhos, cada visitante era tratado como convidado especial.
No meio de tantos stands bonitos, o de Palmeira dos Índios conseguiu ser inesquecível. Pela simplicidade que encanta, pela criatividade que comunica e pela identidade que emociona. Um verdadeiro cartão-postal da cidade.
Vale a pena visitar.
Nota 10.






