As ações da Braskem (BRKM5) despencaram 11,27% nesta quinta-feira (12), fechando a R$ 9,61, após uma sequência de quatro altas consecutivas que chegaram a elevar os papéis em cerca de 20%. O recuo ocorreu depois que veículos como Broadcast e Folha de S. Paulo noticiaram que a petroquímica teria sido ligada a um calote de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil (BBAS3) no quarto trimestre de 2025.

A Braskem, porém, negou qualquer vínculo com a dívida. “Braskem informa que não tem dívida com o referido banco, assim como não tinha em 2025”, disse a companhia em comunicado ao InfoMoney.

Segundo apurou a Folha de S. Paulo, a operação de crédito, considerada inadimplente, foi regularizada em janeiro deste ano. O Banco do Brasil detalhou que a inadimplência da carteira de pessoas jurídicas atingiu 3,75%, impactada principalmente por uma operação de TVM (títulos e valores mobiliários) de R$ 3,6 bilhões. O banco não divulgou o nome da empresa envolvida.

O vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do BB, Felipe Prince, explicou que a dívida foi transferida para um fundo especializado em créditos de maior risco, conhecido no mercado como “gestoras de situações especiais”.

No mesmo dia, a Braskem também confirmou que a Petrobras (PETR3; PETR4) decidiu não exercer seu direito de preferência na potencial venda de ações da petroquímica. A negociação foi mencionada em fato relevante divulgado nesta quinta-feira e chegou a interromper temporariamente a negociação dos papéis BRKM5.

A decisão da Petrobras se refere à possível aquisição das ações da Braskem, atualmente detidas pela Novonor, pelo Shine Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC). O conselho da estatal autorizou a diretoria executiva a adotar as medidas necessárias para implementar a decisão.